2018 chegou, e o mercado?

18/01/2018 Publicado por: Caccuri

Ainda no final de 2017 já era possível observar indícios de que a maior recessão já vivida por este país começava a se dissipar. Sinais claros de que a economia estava reagindo começaram a dar o ar da graça, como o crescimento na atividade econômica e uma leve queda na taxa de desemprego. E, com isso, pôde-se observar uma tímida melhora nas previsões para o mercado brasileiro. Na visão do headhunter e sócio da Caccuri Advisors, Júlio Bonruquer Neto, na vivência prática ele tem notado um descolamento da realidade econômica e política do país, uma vez que é possível notar que as empresas já começaram a se movimentar, independentemente da recuperação política do país.

De acordo com Júlio, como muitos dos investimentos são estrangeiros, o Brasil é visto como uma excelente oportunidade para esses países que buscam boas oportunidades de investimentos. “Para conquistar grandes tacadas, os investidores buscam países em desenvolvimento e o Brasil atende esse quesito. Pode não ser um bom momento para investidores locais, mas para quem vem de fora, vejo como um bom momento o que ajudará e nos recuperar e sair dessa triste recessão”, comentou Bonruquer, que ainda lembrou sobre os projetos que ficaram engavetados por muitas empresas, à espera de uma melhora da economia.

Ainda que 2018 seja um ano eleitoral e que até a concretização desse período, provavelmente ainda não será possível notar a total e completa recuperação econômica, os anos passados foram tão ruins que dificilmente 2018 não se mostrará, mesmo que sutilmente, melhor que esses anos que se passaram. “A tendência é que haja uma reação pelos próximos quatro anos. Obviamente que não podemos ignorar a política brasileira nesse contexto e, acredito eu, que tudo dependerá de um governo pró-mercado”, estima Júlio. A boa notícia, segundo ele, é que saímos com um peso muito grande do que perdemos, mas saímos calejados, o que pode ser positivo. “Erramos em crescer tão rápido, mas através de tudo que vivemos, aprendemos importantes lições. Todos sairemos dessa fase muito mais maduros do que quando entramos nela”, completou. O headhunter ainda pondera que essa foi a primeira crise de muitos dos atuais gestores que são de uma nova geração que ainda não havia enfrentado nenhuma crise econômica/política, enquanto ocupavam importantes cadeiras dentro das organizações.

Diante disso, agora pode ser o melhor momento de as organizações planejarem bem o seu crescimento, para que possam começar a se recuperar, dessa vez mais maduros, juntamente com a economia brasileira e, dessa forma, não cometer o equívoco do crescimento rápido, porém desordenado e caótico. “É hora de termos diálogos mais profundos e responsáveis, repensar nossas estruturas e trocar informações com pessoas que realmente sabem do que estão falando. É hora de termos ao nosso lado, bons aliados estratégicos que nos ajudarão a nos impulsionar junto com a economia que, sou otimista, tende a sofrer uma leve propulsão nos próximos meses”, finalizou Júlio.